O evento ocorre de 23 a 27 de abril em diversos países

Na próxima semana, entre os dias 23 e 27 de abril, acontece a Semana Fashion Revolution, movimento mundial que busca transformar a forma como a moda é pensada e produzida. O Curso de Moda da Unisinos, apoiador da causa, promove um talk show sobre “Equidade de gênero e comércio justo no sistema da moda”. A ação ocorre na terça-feira, das 17h às 19h, na sala 807, da Torre Educacional, no Campus Porto Alegre.

Os debatedores são: Maria Fernanda Bermudez, Secretária Adjunta da pasta da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul; Ananda Borges, do Instituto Soleil de Pesquisa; e Luiz Inácio Gaiger, pesquisador do PPG de Ciências Sociais da Unisinos.

Para a professora do Programa de Pós-Graduação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Karine Freire, o debate proporcionado pela universidade é de fundamental importância para as causas do Fashion Revolution.

“Somos uma instituição jesuíta com valores humanistas e de causas sócio ambientais que são totalmente coerentes com o que movimento do Fashion Revolution propõe. A produção globalizada gerou lojas fast fashion desconectadas do mundo inteiro, produzindo roupas baratas que não contemplam custos ambientais, sociais e humanos ligados a esses processos que padronizam as pessoas, gostos e cultura”, explica a professora.

A especialista lembra que a Universidade tem foco na sustentabilidade e no consumo consciente. “Trabalhamos com foco na formação de pessoas que vão fazer a diferença e a mudança no mundo, abordando a formação de profissionais responsáveis com viés sustentável em um dos nichos que são mais problemáticos em termos de consumo consciente”, completa.

Como o objetivo é desenvolver no Curso de Moda a capacidade criativa dos alunos de produzir cultura e a moda que faça sentido e que esteja inserida em seu ambiente, a Unisinos pretende também estimular nos alunos alternativas sustentáveis.

“Esses profissionais devem compreender tudo que está envolvido em um processo de criação de moda, respeitando os valores do meio sócio ambientais e buscando alternativas sustentáveis de produzir e existir”.

 A professora conta que já no 2º semestre os alunos desenvolvem seu primeiro projeto e são estimulados a pensar nesse modo mais consciente. As coleções devem se desenvolver e ressignificar o que pode ser considerado tecidos alternativos, resíduos e sustentáveis. Devem compreender uma lógica de produção, costurando até o final, inclusive entendendo o valor da mão de obra local.

De acordo com Karine Freira, a maior parte desse processo do setor da moda é fabricado por pessoas e não máquinas, e é necessário perceber que precisa ser valorizado com condições justas e dignas. “As roupas devem ser idealizadas para todas e todos. Estimulamos que pensem: Que tipo de moda é essa que estamos produzindo?, sem esquecer que moda também é cultura”, afirma.

Fashion Revolution

O marco do Fashion Revolution ocorreu no dia 24 de abril de 2013, com uma tragédia causada pelo desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que abrigava diversas confecções. Mais de mil trabalhadores morreram e mais de 2500 ficaram gravemente feridos. O desastre fez com que a população mundial olhasse com mais atenção à cadeia de produção da moda e às pessoas por trás das roupas que vestimos. Foi nesse contexto que o Fashion Revolution nasceu, questionando e discutindo os impactos da indústria na vida das pessoas e lutando por uma transformação no mercado da moda.

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